{"id":466,"date":"2018-03-07T15:55:54","date_gmt":"2018-03-07T18:55:54","guid":{"rendered":"http:\/\/batista-ma.org.br\/?p=466"},"modified":"2020-02-19T09:53:10","modified_gmt":"2020-02-19T12:53:10","slug":"baixada-maranhense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/batista-ma.org.br\/?p=466","title":{"rendered":"ASSOCIA\u00c7\u00c3O BATISTA DA BAIXADA MARANHENSE"},"content":{"rendered":"<ol>\n<li>Chama-se Baixada Maranhense a regi\u00e3o a oeste e sudeste da ilha de Upaon-A\u00e7u (S\u00e3o Lu\u00eds), formada por grandes plan\u00edcies baixas que alagam na esta\u00e7\u00e3o das chuvas, criando enormes lagoas entre os meses de janeiro e junho.<br \/>\nFoi designada como S\u00edtio Ramsar em 2000. Representa o maior conjunto de bacias lacustres do NordesteA Baixada Maranhense se localiza na regi\u00e3o do entorno do Golf\u00e3o Maranhense, e \u00e9 formada por um relevo plano a suavemente ondulado com extensas \u00e1reas rebaixadas que s\u00e3o alagadas durante o per\u00edodo chuvoso, originando extensos lagos interligados, associados aos baixos cursos dos rios Mearim, Graja\u00fa, Pindar\u00e9 e Pericum\u00e3. \u00c9 um ambiente rebaixado, com forma\u00e7\u00e3o sedimentar recente, com alguns relevos residuais, originando outeiros e superf\u00edcies tabulares cujas bordas decaem em colinas de variadas declividades. [2]<br \/>\nA converg\u00eancia dos cursos dos rios Mearim, Pindar\u00e9 e Graja\u00fa, associada aos movimentos transgressivos e regressivos do mar, modelou o ambiente deposicional que \u00e9 preenchido pelo excedente de \u00e1guas dos rios no per\u00edodo chuvoso, dando origem a extensas superf\u00edcies de lagos que influenciam a vida das comunidades residentes na regi\u00e3o.<br \/>\nB\u00fafalos no rio Pericum\u00e3<br \/>\nA Baixada Maranhense \u00e9 marcada pelo destaque dos lagos: A\u00e7u, Cajari, Bacuri, Formoso e Viana. Os lagos transbordam na \u00e9poca das chuvas, interligando-se por um sistema de canais divagantes que servem como vias de comunica\u00e7\u00e3o entre as cidades e os povoados, substituindo parcialmente as estradas. Durante o per\u00edodo seco, o cen\u00e1rio se modifica em grandes extens\u00f5es de campos ressequidos. [2]<br \/>\nIlha flutuante no povoado de Sororoca, S\u00e3o Bento, Maranh\u00e3o, Brasil<br \/>\nEssa regi\u00e3o se estende por mais de vinte mil quil\u00f4metros quadrados e abrange cerca de vinte munic\u00edpios, dentre os quais S\u00e3o Bento, Viana, Cajari, Matinha, Olinda Nova do Maranh\u00e3o, Pinheiro, S\u00e3o Vicente Ferrer, S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, Arari, Anajatuba, Pedro do Ros\u00e1rio, Peri Mirim, Palmeir\u00e2ndia entre outros, a Ilha do Caranguejo, na Ba\u00eda de S\u00e3o Marcos, o Campo de Perizes, ainda na Ilha de S\u00e3o Lu\u00eds e outras regi\u00f5es.O descobrimento da regi\u00e3o teria sido no final do s\u00e9culo XVIII, e sua coloniza\u00e7\u00e3o come\u00e7ou no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX por Jo\u00e3o Alves Pinheiro, que depois de ter partido de Alc\u00e2ntara, sede da capitania de Cum\u00e3, fixou resid\u00eancia, e ao redor desse local, foi fundada a vila de S\u00e3o Bento de Bacurituba, em 1833, depois tendo sido fundada a cidade de S\u00e3o Bento e outros munic\u00edpios.<br \/>\nAs principais atividades econ\u00f4micas apoiam-se nos recursos pesqueiros abundantes nos lagos e rios da regi\u00e3o e na pecu\u00e1ria extensiva. Neste setor, a maior concentra\u00e7\u00e3o de gado \u00e9 empregada na bubalinocultura, em raz\u00e3o de os b\u00fafalos serem os animais mais bem adaptados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o. [2]<br \/>\nA economia da Baixada Maranhense \u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 marcada pela subsist\u00eancia e do extrativismo vegetal (baba\u00e7u) . A maior parte da \u00e1gua consumida nas cidades da Baixada Maranhense \u00e9 proveniente dos campos alagados ou de rios como: Pericum\u00e3, Mearim, Pindar\u00e9.<br \/>\nNo s\u00e9culo XIX, a Baixada Maranhense era um grande polo produtor de algod\u00e3o, exportado para a Fran\u00e7a, Inglaterra e Holanda, produto que depois da independ\u00eancia do Brasil, deixou de ser plantado em grande escala, contribuindo para a decad\u00eancia do Maranh\u00e3o.<br \/>\nA paisagem da baixada maranhense possui alto de grau de vulnerabilidade, por sua condi\u00e7\u00f5es naturais e atividades econ\u00f4micas, necessitando da aten\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os ambientais do Estado.[2]<br \/>\n\u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental da Baixada Maranhense, criada pelo Decreto estadual n\u00b0 11.900, de 11\/06\/1991, sendo importante para a preserva\u00e7\u00e3o do peixe-boi (Trichechus manatus&#8217;), no Baixo Mearim, esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, da ja\u00e7an\u00e3 (Jacana jacana), da japia\u00e7oca (Porphyrula martinica) e como ref\u00fagio \u00e0s aves migrat\u00f3rias.<br \/>\nMUNIC\u00cdPOS<br \/>\nAnajatuba<br \/>\nArari<br \/>\nBela Vista do Maranh\u00e3o<br \/>\nCajari<br \/>\nConcei\u00e7\u00e3o do Lago-A\u00e7u<br \/>\nIgarap\u00e9 do Meio<br \/>\nMatinha<br \/>\nMon\u00e7\u00e3o<br \/>\nOlinda Nova do Maranh\u00e3o<br \/>\nPalmeir\u00e2ndia<br \/>\nPedro do Ros\u00e1rio<br \/>\nPenalva<br \/>\nPeri Mirim<br \/>\nPinheiro<br \/>\nPresidente Sarney<br \/>\nSanta Helena<br \/>\nS\u00e3o Bento<br \/>\nS\u00e3o Jo\u00e3o Batista<br \/>\nS\u00e3o Vicente Ferrer<br \/>\nViana<br \/>\nVit\u00f3ria do Mearim<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chama-se Baixada Maranhense a regi\u00e3o a oeste e sudeste da ilha de Upaon-A\u00e7u (S\u00e3o Lu\u00eds), formada por grandes plan\u00edcies baixas que alagam na esta\u00e7\u00e3o das chuvas, criando enormes lagoas entre os meses de janeiro e junho. 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