{"id":20,"date":"2018-02-13T22:59:45","date_gmt":"2018-02-14T00:59:45","guid":{"rendered":"http:\/\/batista-ma.org.br\/?p=20"},"modified":"2020-02-23T18:52:18","modified_gmt":"2020-02-23T21:52:18","slug":"principios-batistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/batista-ma.org.br\/?p=20","title":{"rendered":"Princ\u00edpios Batistas"},"content":{"rendered":"<div class=\"barraTituloPagina topoPagina\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-12\">\n<h4>COMO SURGIU OS PRINC\u00cdPIOS BATISTAS&#8230;<\/h4>\n<h4><a href=\"http:\/\/www.ibvb.org.br\/novo\/pt-BR\/textos\/princ\u00edpios-batistas\/240-os-grandes-princ\u00edpios-batistas.html\">http:\/\/www.ibvb.org.br\/novo\/pt-BR\/textos\/princ\u00edpios-batistas\/240-os-grandes-princ\u00edpios-batistas.html<\/a><\/h4>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">A AUTORIDADE<\/span><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-12 conteudo\">\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">1 &#8211; Cristo como Senhor<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">A fonte suprema da autoridade crist\u00e3 \u00e9 o Senhor Jesus Cristo. Sua soberania emana da eterna divindade e poder \u2013 como o unig\u00eanito filho do Deus Supremo \u2013 de Sua reden\u00e7\u00e3o vic\u00e1ria e ressurrei\u00e7\u00e3o vitoriosa. Sua autoridade \u00e9 a express\u00e3o de amor justo, sabedoria infinita e santidade divina, e se aplica \u00e0 totalidade da vida. Dela procede a integridade do prop\u00f3sito crist\u00e3o, o poder da dedica\u00e7\u00e3o crist\u00e3, a motiva\u00e7\u00e3o da lealdade crist\u00e3. Ela exige a obedi\u00eancia aos mandamentos de Cristo, dedica\u00e7\u00e3o ao Seu servi\u00e7o, fidelidade ao Seu reino e a m\u00e1xima devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Sua pessoa, como o Senhor vivo. A suprema fonte de autoridade \u00e9 o Senhor Jesus Cristo, e toda a esfera da vida est\u00e1 sujeita \u00e0 sua soberania.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">2 &#8211; As Escrituras<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">A B\u00edblia fala com autoridade porque \u00e9 a palavra de Deus. \u00c9 a suprema regra de f\u00e9 e pr\u00e1tica porque \u00e9 testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus atrav\u00e9s da revela\u00e7\u00e3o de si mesmo e da reden\u00e7\u00e3o, sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos e na obra salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de seu dom\u00ednio. Na sua singular e una revela\u00e7\u00e3o da vontade divina para a humanidade, a B\u00edblia \u00e9 a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as quest\u00f5es de f\u00e9 crist\u00e3 e dever moral. O indiv\u00edduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a B\u00edblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem atrav\u00e9s de pesquisa e ora\u00e7\u00e3o, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instru\u00e7\u00e3o. A B\u00edblia, como revela\u00e7\u00e3o inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo \u00e9 a nossa regra autorizada de f\u00e9 e pr\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">3 &#8211; O Esp\u00edrito Santo<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O Esp\u00edrito Santo \u00e9 a presen\u00e7a ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experi\u00eancia humana. \u00c9 Deus revelando Sua pessoa e vontade ao homem. O Esp\u00edrito, portanto, \u00e9 a voz da autoridade divina. \u00c9 o Esp\u00edrito de Cristo, e sua autoridade \u00e9 a vontade de Cristo. Visto que as Escrituras s\u00e3o produto de homens que, inspirados pelo Esp\u00edrito, falaram por Deus, a verdade da B\u00edblia expressa a vontade do Esp\u00edrito, compreendida pela ilumina\u00e7\u00e3o do mesmo.<br \/>\nEle convence os homens do pecado, da justi\u00e7a e do ju\u00edzo, tornando, assim, efetiva a salva\u00e7\u00e3o individual, atrav\u00e9s da obra salvadora de Cristo. Ele habita no cora\u00e7\u00e3o do crente, como advogado perante Deus e int\u00e9rprete para o homem. Ele atrai o fiel para a f\u00e9 e a obedi\u00eancia e, assim, produz na sua vida os frutos da santidade e do amor.<br \/>\nO Esp\u00edrito procura alcan\u00e7ar vontade e prop\u00f3sito divinos entre os homens. Ele d\u00e1 aos crist\u00e3os poder e autoridade para o trabalho do Reino e santifica e preserva os redimidos, para o louvor de Cristo; exige uma submiss\u00e3o livre e din\u00e2mica \u00e0 autoridade de Cristo, e uma obedi\u00eancia criativa e fiel \u00e0 palavra de Deus.<br \/>\nO Esp\u00edrito Santo \u00e9 o pr\u00f3prio Deus revelando sua pessoa e vontade aos homens. Ele, portanto, interpreta e confirma a voz da autoridade divina.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">O INDIV\u00cdDUO<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">1 &#8211; Seu valor<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> A B\u00edblia revela que cada ser humano \u00e9 criado \u00e0 imagem de Deus; \u00e9 \u00fanico, precioso e insubstitu\u00edvel. Criado ser racional, cada pessoa \u00e9 moralmente respons\u00e1vel perante Deus e o pr\u00f3ximo. O homem, como indiv\u00edduo, \u00e9 distinto de todas as outras pessoas. Como pessoa, ele \u00e9 unido aos outros no fluxo da vida, pois ningu\u00e9m vive nem morre por si mesmo.<br \/>\nA B\u00edblia revela que Cristo morreu por todos os homens. O fato de ser o homem criado \u00e0 imagem de Deus, e de Jesus Cristo morrer para salv\u00e1-lo, \u00e9 a fonte da dignidade e do valor humano. Ele tem direitos, outorgados por Deus, de ser reconhecido e aceito como indiv\u00edduo sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, cor, credo, ou cultura; de ser parte digna e respeitada da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcan\u00e7ar o seu potencial. Cada indiv\u00edduo foi criado \u00e0 imagem de Deus e, portanto, merece respeito e considera\u00e7\u00e3o como uma pessoa de valor e dignidade infinita.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">2 &#8211; Sua compet\u00eancia<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O indiv\u00edduo, porque criado \u00e0 imagem de Deus, torna-se respons\u00e1vel por suas decis\u00f5es morais e religiosas. Ele \u00e9 competente, sob a orienta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, para formular a pr\u00f3pria resposta \u00e0 chamada divina ao evangelho de Cristo, para a comunh\u00e3o com Deus, para crescer na gra\u00e7a e no conhecimento de nosso Senhor. Estreitamente ligada a essa compet\u00eancia est\u00e1 a responsabilidade de procurar a verdade e, encontrando-a, agir conforme essa descoberta, e partilhar a verdade com outros. Embora n\u00e3o se admita coa\u00e7\u00e3o no terreno religioso, o crist\u00e3o n\u00e3o tem a liberdade de ser neutro em quest\u00f5es de consci\u00eancia e convic\u00e7\u00e3o. Cada pessoa \u00e9 competente e respons\u00e1vel perante Deus, nas pr\u00f3prias decis\u00f5es e quest\u00f5es morais e religiosas.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">3 &#8211; Sua liberdade<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> Os Batistas consideram como inalien\u00e1vel a liberdade de consci\u00eancia, a plena liberdade de religi\u00e3o de todas as pessoas. O homem \u00e9 livre para aceitar ou rejeitar a religi\u00e3o; escolher ou mudar sua cren\u00e7a; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando direitos e convic\u00e7\u00f5es alheios; cultuar a Deus tanto a s\u00f3s quanto publicamente; convidar outras pessoas a participarem nos cultos e outras atividades de sua religi\u00e3o; possuir propriedade e quaisquer outros bens necess\u00e1rios \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o de sua f\u00e9. Tal liberdade n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado \u2013 nem pelo Estado, nem por qualquer outro grupo religioso \u2013 \u00e9 um direito outorgado por Deus.<br \/>\nCada pessoa \u00e9 livre perante Deus em todas as quest\u00f5es de consci\u00eancia e tem o direito de abra\u00e7ar ou rejeitar a religi\u00e3o, bem como de testemunhar sua f\u00e9 religiosa, respeitando os direitos dos outros.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">A VIDA CRIST\u00c3<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">1 &#8211; A salva\u00e7\u00e3o pela gra\u00e7a<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> A gra\u00e7a \u00e9 a provis\u00e3o misericordiosa de Deus para a condi\u00e7\u00e3o do homem perdido. O homem no seu estado natural \u00e9 ego\u00edsta e orgulhoso; ele est\u00e1 na escravid\u00e3o de Satan\u00e1s e espiritualmente morto em transgress\u00f5es e pecados. Devido \u00e0 sua natureza pecaminosa, o homem n\u00e3o pode salvar-se a si mesmo. Mas Deus tem uma atitude benevolente em rela\u00e7\u00e3o a todos, apesar da corrup\u00e7\u00e3o moral e da rebeli\u00e3o. A salva\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o resultado dos m\u00e9ritos humanos, antes emana de prop\u00f3sito e iniciativa divinos. N\u00e3o vem atrav\u00e9s de media\u00e7\u00e3o sacramental, nem de treinamento moral, mas como resultado da miseric\u00f3rdia e poder divinos. A salva\u00e7\u00e3o do pecado \u00e9 a d\u00e1diva de Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pelo arrependimento em rela\u00e7\u00e3o a Deus, pela f\u00e9 em Jesus Cristo, e pela entrega incondicional a Ele como Senhor.<br \/>\nA Salva\u00e7\u00e3o, que vem atrav\u00e9s da gra\u00e7a, pela f\u00e9, coloca o indiv\u00edduo em uni\u00e3o vital e transformadora com Cristo, e se caracteriza por uma vida de santidade e boas obras. A mesma gra\u00e7a, por meio da qual a pessoa alcan\u00e7a a salva\u00e7\u00e3o, d\u00e1 certeza e a seguran\u00e7a do perd\u00e3o cont\u00ednuo de Deus e de seu aux\u00edlio na vida crist\u00e3.<br \/>\nA salva\u00e7\u00e3o \u00e9 d\u00e1diva de Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo, condicionada, apenas, pela f\u00e9 em Cristo e rendi\u00e7\u00e3o \u00e0 soberania divina.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">2 &#8211; As exig\u00eancias do discipulado<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O aprendizado crist\u00e3o inicia-se com a entrega a Cristo, como Senhor. Desenvolve-se \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que a pessoa tem comunh\u00e3o com Cristo e obedece aos seus mandamentos. O disc\u00edpulo aprende a verdade em Cristo, somente por obedec\u00ea-la. Essa obedi\u00eancia exige a entrega das ambi\u00e7\u00f5es e dos prop\u00f3sitos pessoais e a obedi\u00eancia \u00e0 vontade do Pai. A obedi\u00eancia levou Cristo \u00e0 cruz e exige de cada disc\u00edpulo que tome a pr\u00f3pria cruz e siga a Cristo.<br \/>\nO levar a cruz, ou negar-se a si mesmo, expressa-se de muitas maneiras na vida do disc\u00edpulo. Este procurar\u00e1, primeiro, o Reino de Deus. Sua lealdade suprema ser\u00e1 a Cristo. Ele ser\u00e1 fiel em cumprir o mandamento crist\u00e3o. Sua vida pessoal manifestar\u00e1 autodisciplina, pureza, integridade e amor crist\u00e3o, em todas as rela\u00e7\u00f5es que tem com os outros. O discipulado \u00e9 completo.<br \/>\nAs exig\u00eancias do discipulado crist\u00e3o est\u00e3o baseadas no reconhecimento da soberania de Cristo, relacionam-se com a vida em um todo e exigem obedi\u00eancia e devo\u00e7\u00e3o completas.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">3 &#8211; O sacerd\u00f3cio do crente<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> Cada homem pode ir diretamente a Deus em busca de perd\u00e3o, atrav\u00e9s do arrependimento e da f\u00e9. Ele n\u00e3o necessita para isso de nenhum outro indiv\u00edduo, nem mesmo da Igreja. H\u00e1 um s\u00f3 mediador entre Deus e os homens, Jesus. Depois de tornar-se crente, a pessoa tem acesso direto a Deus, atrav\u00e9s de Jesus Cristo. Ela entra no sacerd\u00f3cio real que lhe outorga o privil\u00e9gio de servir a humanidade em nome de Cristo. Dever\u00e1 partilhar com os homens a f\u00e9 que acalenta e servi-los em nome e no esp\u00edrito de Cristo. O sacerd\u00f3cio do crente, portanto, significa que todos os crist\u00e3os s\u00e3o iguais perante Deus e na fraternidade da Igreja local.<br \/>\nCada crist\u00e3o, tendo acesso direto a Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo, \u00e9 seu pr\u00f3prio sacerdote e tem a obriga\u00e7\u00e3o de servir de sacerdote de Jesus Cristo em benef\u00edcio de outras pessoas.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">4 &#8211; O crist\u00e3o e seu lar<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O lar foi constitu\u00eddo por Deus como unidade b\u00e1sica da sociedade. A forma\u00e7\u00e3o de lares verdadeiramente crist\u00e3os deve merecer o interesse particular de todos. Devem ser constitu\u00eddos da uni\u00e3o de dois seres crist\u00e3os, dotados de maturidade emocional, espiritual e f\u00edsica e unidos por um amor profundo e puro. O casal deve partilhar ideais e ambi\u00e7\u00f5es semelhantes e ser dedicado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dos filhos na instru\u00e7\u00e3o e disciplina divinas. Isso exige o estudo regular da B\u00edblia e a pr\u00e1tica do culto dom\u00e9stico. Nesses lares o esp\u00edrito de Cristo est\u00e1 presente em todas as rela\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia.<br \/>\nAs Igrejas t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de preparar jovens para o casamento, treinar e auxiliar os pais nas suas responsabilidades, orientar pais e filhos nas prova\u00e7\u00f5es e crises da vida, assistir \u00e0queles que sofrem em lares desajustados, e ajudar os enlutados e encanecidos a encontrarem sempre um significado na vida.<\/span><span style=\"font-family: Arial;\"> O lar \u00e9 b\u00e1sico, no prop\u00f3sito de Deus, para o bem-estar da humanidade, e o desenvolvimento da fam\u00edlia deve ser de supremo interesse para todos os crist\u00e3os.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">5- O crist\u00e3o como cidad\u00e3o<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O crist\u00e3o \u00e9 cidad\u00e3o de dois mundos \u2013 o Reino de Deus e o estado pol\u00edtico \u2013 e deve obedecer \u00e0 lei de sua p\u00e1tria terrena, tanto quanto \u00e0 lei suprema. No caso de ser necess\u00e1ria uma escolha, o crist\u00e3o deve obedecer a Deus antes que ao homem. Deve mostrar respeito para com aqueles que interpretam a lei e a p\u00f5em em vigor, e participar ativamente na vida social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica com o esp\u00edrito e princ\u00edpios crist\u00e3os. A mordomia crist\u00e3 da vida inclui tais responsabilidades como o voto, o pagamento de impostos e o apoio \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o digna. O crist\u00e3o deve orar pelas autoridades e incentivar outros crist\u00e3os a aceitarem a responsabilidade c\u00edvica, como um servi\u00e7o a Deus e \u00e0 humanidade.<br \/>\nO crist\u00e3o \u00e9 cidad\u00e3o de dois mundos \u2013 o Reino de Deus e o estado \u2013 e deve ser obediente \u00e0 lei do seu pa\u00eds tanto quanto \u00e0 lei suprema de Deus.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">A IGREJA<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">1 &#8211; Sua natureza<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> No Novo Testamento, o termo Igreja \u00e9 usado para designar o povo de Deus na sua totalidade, ou s\u00f3 uma assembleia local. A Igreja \u00e9 uma comunidade fraterna das pessoas redimidas por Cristo Jesus, divinamente chamadas, divinamente criadas, e feitas uma s\u00f3 debaixo do governo soberano de Deus. A Igreja como uma entidade local \u2013 um organismo presidido pelo Esp\u00edrito Santo \u2013 \u00e9 uma fraternidade de crentes em Jesus Cristo, que se batizaram e voluntariamente se uniram para o culto, estudo, a disciplina m\u00fatua, o servi\u00e7o e a propaga\u00e7\u00e3o do evangelho, no local da igreja e at\u00e9 os confins da terra.<br \/>\nA Igreja, no sentido lato, \u00e9 a comunidade fraterna de pessoas redimidas por Cristo e tornadas uma s\u00f3 na fam\u00edlia de Deus. A igreja, no sentido local, \u00e9 a companhia fraterna de crentes batizados, voluntariamente unidos para o culto, desenvolvimento espiritual e servi\u00e7o.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">2 &#8211; Seus membros<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> A Igreja, como uma entidade, \u00e9 uma companhia de crentes regenerados e batizados que se associam num conceito de f\u00e9 e fraternidade do Evangelho. Propriamente, a pessoa qualifica-se para ser membro de Igreja por ser nascida de Deus e aceitar voluntariamente o batismo. Ser membro de uma Igreja local, para tais pessoas, \u00e9 um privil\u00e9gio santo e um dever sagrado. O simples fato de arrolar-se na lista de membros de uma Igreja n\u00e3o torna a pessoa membro do corpo de Cristo. Cuidado extremo deve ser exercido a fim de que sejam aceitas como membros da Igreja somente as pessoas que deem evid\u00eancias positivas de regenera\u00e7\u00e3o e verdadeira submiss\u00e3o a Cristo.<br \/>\nSer membro de Igreja \u00e9 um privil\u00e9gio, dado exclusivamente a pessoas regeneradas que voluntariamente aceitam o batismo e se entregam ao discipulado fiel, segundo o preceito crist\u00e3o.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">3 &#8211; Suas ordenan\u00e7as<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O batismo e a ceia do Senhor s\u00e3o as duas ordenan\u00e7as da Igreja. S\u00e3o s\u00edmbolos, mas sua observ\u00e2ncia envolve f\u00e9, exame de consci\u00eancia, discernimento, confiss\u00e3o, gratid\u00e3o, comunh\u00e3o e culto. O batismo \u00e9 administrado pela Igreja, sob a autoridade do Deus tri\u00fano, e sua forma \u00e9 a imers\u00e3o daquele que, pela f\u00e9, j\u00e1 recebeu a Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Por esse ato o crente retrata a sua morte para o pecado e a sua ressurrei\u00e7\u00e3o para uma vida nova.<br \/>\nA ceia do Senhor, observada atrav\u00e9s dos s\u00edmbolos do p\u00e3o e do vinho, \u00e9 um profundo esquadrinhamento do cora\u00e7\u00e3o, uma grata lembran\u00e7a de Jesus Cristo e sua morte vic\u00e1ria na cruz, uma aben\u00e7oada seguran\u00e7a de sua volta e uma jubilosa comunh\u00e3o com o Cristo vivo e seu povo.<br \/>\nO batismo e a ceia do Senhor, as duas ordenan\u00e7as da Igreja, s\u00e3o s\u00edmbolos da reden\u00e7\u00e3o, mas sua observ\u00e2ncia envolve realidades espirituais na experi\u00eancia crist\u00e3.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">4 &#8211; Seu governo<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O princ\u00edpio governante para uma Igreja local \u00e9 a soberania de Jesus Cristo. A autonomia da Igreja tem como fundamento o fato de que Cristo est\u00e1 sempre presente e \u00e9 a cabe\u00e7a da congrega\u00e7\u00e3o do seu povo. A Igreja, portanto, n\u00e3o pode sujeitar-se \u00e0 autoridade de qualquer outra entidade religiosa. Sua autonomia, ent\u00e3o, \u00e9 v\u00e1lida somente quando exercida sob o dom\u00ednio de Cristo.<br \/>\nA democracia, o governo pela congrega\u00e7\u00e3o, \u00e9 forma certa somente \u00e0 medida que, orientada pelo Esp\u00edrito Santo, providencia e exige a participa\u00e7\u00e3o consciente de cada um dos membros nas delibera\u00e7\u00f5es do trabalho da Igreja. Nem a maioria, nem a minoria, tampouco a unanimidade, reflete necessariamente a vontade divina.<br \/>\nUma Igreja \u00e9 um corpo aut\u00f4nomo, sujeito unicamente a Cristo, sua cabe\u00e7a. Seu governo democr\u00e1tico, no sentido pr\u00f3prio, reflete a igualdade e responsabilidade de todos os crentes, sob a autoridade de Cristo.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">5 &#8211; Sua rela\u00e7\u00e3o para com o estado<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> Tanto a Igreja como o estado s\u00e3o ordenados por Deus e respons\u00e1veis perante ele. Cada um \u00e9 distinto; cada um tem um prop\u00f3sito divino; nenhum deve transgredir os direitos do outro. Devem permanecer separados, mas igualmente manter a devida rela\u00e7\u00e3o entre si e para com Deus. Cabe ao estado o exerc\u00edcio da autoridade civil, a manuten\u00e7\u00e3o da ordem e a promo\u00e7\u00e3o do bem-estar p\u00fablico.<br \/>\nA Igreja \u00e9 uma comunh\u00e3o volunt\u00e1ria de crist\u00e3os, unidos sob o dom\u00ednio de Cristo para o culto e servi\u00e7o em seu nome. O estado n\u00e3o pode ignorar a soberania de Deus nem rejeitar suas leis como a base da ordem moral e da justi\u00e7a social. Os crist\u00e3os devem aceitar suas responsabilidades de sustentar o estado e obedecer ao poder civil, de acordo com os princ\u00edpios crist\u00e3os.<br \/>\nO estado deve \u00e0 Igreja a prote\u00e7\u00e3o da lei e a liberdade plena, no exerc\u00edcio do seu minist\u00e9rio espiritual. A Igreja deve ao estado o refor\u00e7o moral e espiritual para a lei e a ordem, bem como a proclama\u00e7\u00e3o clara das verdades que fundamentam a justi\u00e7a e a paz. A Igreja tem a responsabilidade tanto de orar pelo estado quanto de declarar o ju\u00edzo divino em rela\u00e7\u00e3o ao governo, \u00e0s responsabilidades de uma soberania aut\u00eantica e consciente, e aos direitos de todas as pessoas. A Igreja deve praticar coerentemente os princ\u00edpios que sustenta e que devem governar a rela\u00e7\u00e3o entre ela e o estado.<br \/>\nA Igreja e o estado s\u00e3o constitu\u00eddos por Deus e perante Ele respons\u00e1veis. Devem permanecer distintos, mas t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o do reconhecimento e refor\u00e7o m\u00fatuos, no prop\u00f3sito de cumprir-se a fun\u00e7\u00e3o divina.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">6 &#8211; Sua rela\u00e7\u00e3o para com o mundo\u00a0<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> Jesus Cristo veio ao mundo, mas n\u00e3o era do mundo. Ele orou n\u00e3o para que seu povo fosse tirado do mundo, mas que fosse liberto do mal. Sua Igreja, portanto, tem a responsabilidade de permanecer no mundo, sem ser do mundo. A Igreja e o crist\u00e3o, individualmente, t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de opor-se ao mal e trabalhar para a elimina\u00e7\u00e3o de tudo que corrompa e degrade a vida humana. A Igreja deve tomar posi\u00e7\u00e3o definida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a e trabalhar fervorosamente pelo respeito m\u00fatuo, a fraternidade, a retid\u00e3o, a paz, em todas as rela\u00e7\u00f5es entre os homens, ra\u00e7as e na\u00e7\u00f5es. Ela trabalha confiante no cumprimento final do prop\u00f3sito divino no mundo.<\/span>Esses ideais, que t\u00eam focalizado o testemunho distintivo dos Batistas, choca-se com o momento atual do mundo e em crucial significa\u00e7\u00e3o. As for\u00e7as do mundo os desafiam. Certas tend\u00eancias em nossas Igrejas e denomina\u00e7\u00e3o p\u00f5em-nos em perigo. Se esses ideais servirem para inspirar os batistas, com o senso da miss\u00e3o digna da hora presente, dever\u00e3o ser relacionados com a realidade din\u00e2mica de todo o aspecto de nossa tarefa cont\u00ednua.<br \/>\nA Igreja tem uma posi\u00e7\u00e3o de responsabilidade no mundo; sua miss\u00e3o \u00e9 para com o mundo; mas seu car\u00e1ter e minist\u00e9rio s\u00e3o espirituais.<\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">A NOSSA TAREFA CONT\u00cdNUA<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">1 &#8211; A centralidade do indiv\u00edduo<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">Os Batistas, historicamente, t\u00eam exaltado o valor do indiv\u00edduo, dando-lhe um lugar central no trabalho das Igrejas e da denomina\u00e7\u00e3o. Essa distin\u00e7\u00e3o, entretanto, est\u00e1 em perigo nestes dias de automatismo e press\u00f5es para o conformismo. Alertados para esses perigos, dentro das pr\u00f3prias fileiras, tanto quanto no mundo, os Batistas devem preservar a integridade do indiv\u00edduo.<\/span>O alto valor do indiv\u00edduo deve refletir-se nos servi\u00e7os de culto, no trabalho evangel\u00edstico, nas obras mission\u00e1rias, no ensino e treinamento da mordomia, em todo o programa de educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Os programas s\u00e3o justificados pelo que fazem pelos indiv\u00edduos por eles influenciados. Isso significa, entre outras coisas, que o indiv\u00edduo nunca deve ser usado como um meio, nunca deve ser manobrado, nem tratado como mera estat\u00edstica. Esse ideal exige, antes, que seja dada primordial considera\u00e7\u00e3o ao indiv\u00edduo, na sua liberdade moral, nas suas necessidades urgentes e no seu valor perante Cristo.De considera\u00e7\u00e3o primordial na vida e no trabalho de nossas Igrejas \u00e9 o indiv\u00edduo, com seu valor, suas necessidades, sua liberdade moral, seu potencial perante Cristo.<\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">2 &#8211; Culto<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O culto a Deus, pessoal ou coletivo, \u00e9 a express\u00e3o mais elevada da f\u00e9 e devo\u00e7\u00e3o crist\u00e3. \u00c9 supremo tanto em privil\u00e9gio quanto em dever. Os Batistas enfrentam uma necessidade urgente de melhorar a qualidade do seu culto, a fim de experimentarem coletivamente uma renova\u00e7\u00e3o de f\u00e9, esperan\u00e7a e amor, como resultado da comunh\u00e3o com o Deus supremo.<br \/>\nO culto deve ser coerente com a natureza de Deus, na sua santidade: uma experi\u00eancia, portanto, de adora\u00e7\u00e3o e confiss\u00e3o que se expressa com temor e humildade. O culto n\u00e3o \u00e9 mera forma e ritual, mas uma experi\u00eancia com o Deus vivo, atrav\u00e9s da medita\u00e7\u00e3o e da entrega pessoal. N\u00e3o \u00e9 simplesmente um servi\u00e7o religioso, mas comunh\u00e3o com Deus na realidade do louvor, na sinceridade do amor e na beleza da santidade.<br \/>\nO culto torna-se significativo quando se combinam, com rever\u00eancia e ordem, a inspira\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de Deus, a proclama\u00e7\u00e3o do evangelho, a liberdade e a atua\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito. O resultado de tal culto ser\u00e1 uma consci\u00eancia mais profunda da santidade, majestade e gra\u00e7a de Deus, maior devo\u00e7\u00e3o e mais completa dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade de Deus.<br \/>\nO culto \u2013 que envolve uma experi\u00eancia de comunh\u00e3o com o Deus vivo e santo \u2013 exige uma aprecia\u00e7\u00e3o maior sobre a rever\u00eancia e a ordem, a confiss\u00e3o e a humildade, a consci\u00eancia da santidade, majestade, gra\u00e7a e prop\u00f3sito de Deus.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">3 &#8211; O minist\u00e9rio crist\u00e3o<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> A Igreja e todos os seus membros est\u00e3o no mundo a fim de servir. Em certo sentido, cada filho de Deus \u00e9 chamado como crist\u00e3o. H\u00e1, entretanto, uma falta generalizada no sentido de negar o valor devido \u00e0 natureza singular da chamada como voca\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de Cristo. Maior aten\u00e7\u00e3o neste ponto \u00e9 especialmente necess\u00e1ria, em face da press\u00e3o que recebem os jovens competentes para a escolha de algum ramo das ci\u00eancias e, ainda mais devido ao n\u00famero decrescente daqueles que est\u00e3o atendendo \u00e0 chamada divina, para o servi\u00e7o de Cristo.<br \/>\nOs que s\u00e3o chamados pelo Senhor para o minist\u00e9rio crist\u00e3o devem reconhecer que o fim da chamada \u00e9 servir. S\u00e3o, no sentido especial, escravos de Cristo e seus ministros nas Igrejas e junto ao povo. Devem exaltar suas responsabilidades, em vez de privil\u00e9gios especiais. Suas fun\u00e7\u00f5es distintas n\u00e3o visam \u00e0 vangl\u00f3ria; antes, s\u00e3o meios de servir a Deus, \u00e0 Igreja e ao pr\u00f3ximo.<br \/>\nAs Igrejas s\u00e3o respons\u00e1veis perante Deus por aqueles que elas consagram ao seu minist\u00e9rio. Devem manter padr\u00f5es elevados para aqueles que aspiram \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o, quanto \u00e0 experi\u00eancia e ao car\u00e1ter crist\u00e3os. Devem incentivar os chamados a procurarem o preparo adequado ao seu minist\u00e9rio.<br \/>\nCada crist\u00e3o tem o dever de ministrar ou servir com abnega\u00e7\u00e3o completa; Deus, por\u00e9m, na sua sabedoria, chama v\u00e1rias pessoas de um modo singular para dedicarem sua vida de tempo integral ao minist\u00e9rio relacionado com a obra da Igreja.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">4 &#8211; Evangelismo<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> O evangelismo \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo divino sobre o pecado, e das boas novas da gra\u00e7a divina em Jesus Cristo. \u00c9 a resposta dos crist\u00e3os \u00e0s pessoas na incid\u00eancia do pecado, \u00e9 a ordem de Cristo aos seus seguidores, a fim de que sejam suas testemunhas, frente a todos os homens. O evangelismo declara que o evangelho, e unicamente o Evangelho, \u00e9 o poder de Deus para a salva\u00e7\u00e3o. A obra de evangelismo \u00e9 b\u00e1sica na miss\u00e3o da Igreja e no mister de cada crist\u00e3o.<br \/>\nO evangelismo, assim concebido, exige um fundamento teol\u00f3gico firme e uma \u00eanfase perene nas doutrinas b\u00e1sicas da salva\u00e7\u00e3o. O evangelismo neotestament\u00e1rio \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o por meio do evangelho e pelo poder do Esp\u00edrito. Visa \u00e0 salva\u00e7\u00e3o do homem todo; confronta os perdidos com o pre\u00e7o do discipulado e as exig\u00eancias da soberania de Cristo; exalta a gra\u00e7a divina, a f\u00e9 volunt\u00e1ria e a realidade da experi\u00eancia de convers\u00e3o.<br \/>\nConvites feitos a pessoas n\u00e3o salvas nunca devem desvalorizar essa realidade imperativa. O uso de truques de psicologia das massas, os substitutivos da convic\u00e7\u00e3o e todos os esquemas vaidosos s\u00e3o pecados contra Deus e contra o indiv\u00edduo. O amor crist\u00e3o, o destino dos pecadores e a for\u00e7a do pecado constituem uma urg\u00eancia obrigat\u00f3ria.<br \/>\nA norma de evangelismo exigida pelos tempos cr\u00edticos dos nossos dias \u00e9 o evangelismo pessoal e coletivo, o uso de m\u00e9todos s\u00e3os e dignos, o testemunho de piedade pessoal e dum esp\u00edrito semelhante ao de Cristo, a intercess\u00e3o pela miseric\u00f3rdia e pelo poder de Deus, e a depend\u00eancia completa do Esp\u00edrito Santo.<br \/>\nO evangelismo, que \u00e9 b\u00e1sico no minist\u00e9rio da igreja e na voca\u00e7\u00e3o do crente, \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo e da gra\u00e7a de Deus em Jesus Cristo e a chamada para aceit\u00e1-lo como Salvador e segui-lo como Senhor.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">5 &#8211; Miss\u00f5es<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> Miss\u00f5es, como usamos o termo, \u00e9 a extens\u00e3o do prop\u00f3sito redentor de Deus atrav\u00e9s do evangelismo, da educa\u00e7\u00e3o e do servi\u00e7o crist\u00e3o al\u00e9m das fronteiras da igreja local. As massas perdidas do mundo constituem um desafio comovedor para as igrejas crist\u00e3s.<br \/>\nUma vez que os batistas acreditam na liberdade e compet\u00eancia de cada um para as pr\u00f3prias decis\u00f5es, nas quest\u00f5es religiosas, temos a responsabilidade perante Deus de assegurar a cada indiv\u00edduo o conhecimento e a oportunidade de fazer a decis\u00e3o certa. Estamos sob a determina\u00e7\u00e3o divina, no sentido de proclamar o evangelho a toda a criatura. A urg\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o atual do mundo, o apelo agressivo de cren\u00e7as e ideologias ex\u00f3ticas, e nosso interesse pelos transviados exigem de n\u00f3s dedica\u00e7\u00e3o m\u00e1xima em pessoal e dinheiro, a fim de proclamar-se a reden\u00e7\u00e3o em Cristo, para o mundo todo.<br \/>\nA coopera\u00e7\u00e3o nas miss\u00f5es mundiais \u00e9 imperativa. Devemos utilizar os meios \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o, inclusive os de comunica\u00e7\u00e3o em massa, para dar o Evangelho de Cristo ao mundo. N\u00e3o devemos depender exclusivamente de um grupo pequeno de mission\u00e1rios especialmente treinados e dedicados. Cada batista \u00e9 um mission\u00e1rio, n\u00e3o importa o local onde mora ou posi\u00e7\u00e3o que ocupa. Os atos pessoais ou de grupos, as atitudes em rela\u00e7\u00e3o a outras na\u00e7\u00f5es, ra\u00e7as e religi\u00f5es fazem parte do nosso testemunho favor\u00e1vel ou contr\u00e1rio a Cristo, o qual, em cada esfera e rela\u00e7\u00e3o da vida, deve fortalecer nossa proclama\u00e7\u00e3o de que Jesus \u00e9 o Senhor de todos.<br \/>\nAs miss\u00f5es procuram a extens\u00e3o do prop\u00f3sito redentor de Deus em toda parte, atrav\u00e9s do evangelismo, da educa\u00e7\u00e3o, e do servi\u00e7o crist\u00e3o e exige de n\u00f3s dedica\u00e7\u00e3o m\u00e1xima.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">6 &#8211; Mordomia<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"> A mordomia crist\u00e3 \u00e9 o uso, sob a orienta\u00e7\u00e3o divina, da vida, dos talentos, do tempo e dos bens materiais, na proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho e na pr\u00e1tica respectiva. No partilhar o Evangelho, a mordomia encontra seu significado mais elevado: ela \u00e9 baseada no reconhecimento de que tudo o que temos e somos vem de Deus, como uma responsabilidade sagrada.<br \/>\nOs bens materiais em si n\u00e3o s\u00e3o maus, nem bons. O amor ao dinheiro, e n\u00e3o o dinheiro em si, \u00e9 a raiz de todas as esp\u00e9cies de males. Na mordomia crist\u00e3, o dinheiro torna-se o meio para alcan\u00e7ar bens espirituais, tanto para a pessoa que d\u00e1, quanto para quem recebe. Aceito como encargo sagrado, o dinheiro torna-se n\u00e3o uma amea\u00e7a e sim uma oportunidade. Jesus preocupou-se em que o homem fosse liberto da tirania dos bens materiais e os empregasse para suprir tanto \u00e0s necessidades pr\u00f3prias como as alheias.<\/span>A responsabilidade da mordomia aplica-se n\u00e3o somente ao crist\u00e3o como indiv\u00edduo, mas, tamb\u00e9m, a cada Igreja local, cada Conven\u00e7\u00e3o, cada ag\u00eancia da denomina\u00e7\u00e3o. Aquilo que \u00e9 confiado ao indiv\u00edduo ou \u00e0 institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser guardado nem gasto egoisticamente, mas empregado no servi\u00e7o da humanidade e para a gl\u00f3ria de Deus.A mordomia crist\u00e3 concebe toda a vida como um encargo sagrado, confiado por Deus, e exige o emprego respons\u00e1vel de vida, tempo, talentos e bens \u2013 pessoal ou coletivamente \u2013 no servi\u00e7o de Cristo.<\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">7 &#8211; O ensino e treinamento<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">O ensino e treinamento s\u00e3o b\u00e1sicos na comiss\u00e3o de Cristo para os seus seguidores, constituindo um imperativo divino pela natureza da f\u00e9 e experi\u00eancia crist\u00e3s. Eles s\u00e3o necess\u00e1rios ao desenvolvimento de atitudes crist\u00e3s, \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de virtudes crist\u00e3s, ao gozo de privil\u00e9gios crist\u00e3os, ao cumprimento de responsabilidades crist\u00e3s, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da certeza crist\u00e3. Devem come\u00e7ar com o nascimento do homem e continuar atrav\u00e9s de sua vida toda. S\u00e3o fun\u00e7\u00f5es do lar e da Igreja, divinamente ordenadas. E constituem o caminho da maturidade crist\u00e3.<\/span>Desde que a f\u00e9 h\u00e1 de ser pessoal, e volunt\u00e1ria cada resposta \u00e0 soberania de Cristo, o ensino e treinamento s\u00e3o necess\u00e1rios antecipadamente ao Discipulado Crist\u00e3o, e a um testemunho vital. Este fato significa que a tarefa educacional da Igreja deve ser o centro do programa. A prova do minist\u00e9rio do ensino e treinamento est\u00e1 no car\u00e1ter semelhante ao de Cristo e na capacidade de enfrentar e resolver eficientemente os problemas sociais, morais e espirituais do mundo moderno. Devemos treinar os indiv\u00edduos a fim de que possam conhecer a verdade que os liberta, experimentar o amor que os transforma em servos da humanidade, e alcan\u00e7ar a f\u00e9 que lhes concede a esperan\u00e7a no Reino de Deus.A natureza da f\u00e9 e experi\u00eancia crist\u00e3s e a natureza e necessidades das pessoas fazem do ensino e treinamento um imperativo.<\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">8 &#8211; Educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">A f\u00e9 e a raz\u00e3o aliam-se no conhecimento verdadeiro. A f\u00e9 genu\u00edna procura compreens\u00e3o e express\u00e3o inteligente. As escolas crist\u00e3s devem conservar a f\u00e9 e a raz\u00e3o no equil\u00edbrio pr\u00f3prio. Isto significa que n\u00e3o ficar\u00e3o satisfeitas sen\u00e3o com os padr\u00f5es acad\u00eamicos elevados. Ao mesmo tempo, devem proporcionar um tipo distinto de educa\u00e7\u00e3o \u2013 a educa\u00e7\u00e3o infundida pelo esp\u00edrito crist\u00e3o, com a perspectiva crist\u00e3 e dedicada aos valores crist\u00e3os.<\/span>Nossas escolas crist\u00e3s t\u00eam a responsabilidade de treinar e inspirar homens e mulheres para a lideran\u00e7a eficiente, leiga e vocacional, em nossas Igrejas e no mundo. As Igrejas, por sua vez, t\u00eam a responsabilidade de sustentar condignamente todas as suas institui\u00e7\u00f5es educacionais.Os membros de Igrejas devem ter interesse naqueles que ensinam em suas institui\u00e7\u00f5es, bem como naquilo que estes transmitem. H\u00e1 limites para a liberdade acad\u00eamica; deve ser admitido, entretanto, que os professores das nossas institui\u00e7\u00f5es tenham liberdade para erudi\u00e7\u00e3o criadora, com o equil\u00edbrio de um senso profundo de responsabilidade pessoal para com Deus, a verdade, a denomina\u00e7\u00e3o, e as pessoas a quem servem.A educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 emerge da rela\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e da raz\u00e3o e exige excel\u00eancia e liberdade acad\u00eamicas que s\u00e3o tanto reais quanto respons\u00e1veis.<\/p>\n<h4><span style=\"font-family: 'Arial Black';\">9- A autocr\u00edtica<\/span><\/h4>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">Tanto a Igreja local quanto a denomina\u00e7\u00e3o, a fim de permanecerem sadias e florescentes, t\u00eam que aceitar a responsabilidade da autocr\u00edtica. Seria prejudicial \u00e0s Igrejas e \u00e0 denomina\u00e7\u00e3o se fosse negado ao indiv\u00edduo o direito de discordar, ou se fossem considerados nossos m\u00e9todos ou t\u00e9cnicas como finais ou perfeitos. O trabalho de nossas Igrejas e de nossa denomina\u00e7\u00e3o precisa de frequente avalia\u00e7\u00e3o, a fim de evitar a esterilidade do tradicional\u00edssimo. Isso especialmente se torna necess\u00e1rio na \u00e1rea dos m\u00e9todos, mas tamb\u00e9m se aplica aos princ\u00edpios e pr\u00e1ticas hist\u00f3ricas em sua rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida contempor\u00e2nea. Isso significa que nossas Igrejas, institui\u00e7\u00f5es e ag\u00eancias devem defender e proteger o direito de o povo perguntar e criticar construtivamente.<\/span>A autocr\u00edtica construtiva deve ser centralizada em problemas b\u00e1sicos e assim evitar os efeitos desintegrantes de acusa\u00e7\u00f5es e recrimina\u00e7\u00f5es. Criticar n\u00e3o significa deslealdade; a cr\u00edtica pode resultar de um interesse profundo do bem-estar da denomina\u00e7\u00e3o. Tal cr\u00edtica visar\u00e1 ao desenvolvimento \u00e0 maturidade crist\u00e3, tanto para o indiv\u00edduo quanto para a denomina\u00e7\u00e3o.Todo grupo de crist\u00e3os, para conservar sua produtividade, ter\u00e1 que aceitar a responsabilidade da autocr\u00edtica construtiva.Como batistas, revendo o progresso realizado no decorrer dos anos, temos todos inteira raz\u00e3o de desvanecimento ante as evid\u00eancias do favor de Deus sobre n\u00f3s. Os batistas podem bem cantar com alegria, \u201cGl\u00f3ria a Deus, grandes coisas Ele fez!\u201d Podem eles tamb\u00e9m lembrar que aqueles aos quais foi dado o privil\u00e9gio de gozar de t\u00e3o alta heran\u00e7a, reconhecidos ao toque da gra\u00e7a, devem engrandec\u00ea-la com os seus pr\u00f3prios sacrif\u00edcios.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COMO SURGIU OS PRINC\u00cdPIOS BATISTAS&#8230; http:\/\/www.ibvb.org.br\/novo\/pt-BR\/textos\/princ\u00edpios-batistas\/240-os-grandes-princ\u00edpios-batistas.html A AUTORIDADE 1 &#8211; Cristo como Senhor A fonte suprema da autoridade crist\u00e3 \u00e9 o Senhor Jesus Cristo. Sua soberania emana da eterna divindade e poder \u2013 como o unig\u00eanito filho do Deus Supremo \u2013 de Sua reden\u00e7\u00e3o vic\u00e1ria e ressurrei\u00e7\u00e3o vitoriosa. 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